Arte Breve histórico Referência
bibliográfica
Pra entender essa situação boa em termos financeiros pro RJ, saiba que os portugueses trouxeram o carnaval para o Brasil no séc XVII. Era uma brincadeira trazida da índia que se chamava: ENTRUDO!

Entrudo - Resumia-se em ENTRUDO FAMILIAR e ENTRUDO POPULAR.

Quando familiar, entretenimento social, nas casas das famílias (ricas), faziam guerra com limões e não era violento, não seria para machucar, só fazer novas amizades.

Quando entrudo popular, vinham problemas. Nas ruas das cidades e em bairros mais populares, era guerra de ovos; água suja; urina; frutas podres e se tornava algo agressivo / desrespeitoso.

As pessoas se organizaram, após independência, pensaram algo mais seguro e se distanciar da brincadeira européia.

Agora, pra entender modificações, conheça 3 grupos:

Os corsos;
As grandes sociedades;
Os Ranchos.
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A História do
Carnaval
Carioca Autiora:
Eneida de
Moraes Editora:
civilização
brasileira Ano:1958
Eis pintura do famoso Debret que retrata a brincadeira de carnaval da época, o ENTRUDO. Todos sabem que Debret participou das missões artísticas no Brasil; foi um pintor que ajudo registrar através do seu trabalho mitas modificações na era Brasil colonial e mesmo após indeendência, características que mostravam distânciamento entre Brasil e Portugal como por exemplo, o imperador D. Pedro I usar bota de cavalaria; bombacha (usada pelos gaúchos e paulistas na época), existem muitas pinturas de Debret sobre carnaval no Brasil.
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Nesta foto, conseguimos ter ideia do que seria o carnaval no futuro (o hoje). Eis a GRANDES SOCIEDADES CARNAVALESCAS) que surgiu por volta do séc XVII e se organizou para abandonar o ESTRUDO trazido pelos portugueses. GRANDES SOCIEDADES CARNAVALESCAS - clube que produz divertimento, fundado por pessoas da alta sociedade brasileira para sair em cortejo pelas ruas com fantasias luxuosas AO ESTILO EUROPEU (tornou-se o principal destaque do carnaval). Junto ao grupo GRANDES SOCIEDADES CARNAVALESTAS, existiram mais 2 grupos que deram outra roupagem ao carnaval carioca: OS CORSOS e OS RANCHOS.
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Carnaval há cem anos: SOCIEDADES CARNAVALESCAS ROSAS DE OURO E TENENTES DO DIABO As Grandes Sociedades Carnavalescas do Rio de Janeiro surgiram ainda na metade do século XIX, propondo-se a promover festejos alternativos ao popular (e violento) entrudo, que permitisse as famílias da elite participar do carnaval. Inspirados no Carnaval de Veneza, inicialmente as sociedades saíam em bem comportados desfiles de foliões luxuosamente fantasiados. A utilização de “carros alegóricos” (na época, carroças puxadas por burros que levavam enfeites de grande porte) foi uma inovação que acabou herdada pelas escolas de samba. O Tenentes do Diabo foi uma das primeiras e certamente mais populares Sociedades. Sua popularidade entrou pelo século XX, quando venceu algumas vezes as competições carnavalescas. Na época, era o Chefe de Polícia do Distito Federal (Rio de Janeiro) quem autorizava o funcionamento e desfiles das sociedades. Mas foram os cordões Carnavalescos os resp
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Eis o estatudo da SOCIEDADE CARNAVALESCA ROSAS DE OURO.
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Eis o estatuto da SOCIEDADE CARNAVALESCA TENENTES DO DIABO.
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Grandes sociedades carnavalescas formaram seus grupos que hoje lembra muito as escolas de samba atuais. Cito aqui mais um clube que teve o escritor JOSÉ DE ALENCAR como um dos fundadores:
- CONGRESSO DAS SUMMIDADES CARNAVALESCAS que organizavam seus desfiles pelas ruas da cidade fazendo com que esse novo tipo de brincadeira "mais respeitosa", tomasse o lugar do ESTRUDO pelas ruas.
Foi tão bem sucedido que o imperador D. Pedro II saiu da Paço Imperial para assistir ao desfile que passou pelas ruas do centro entrando no Largo do Paço imperial muito elogiado por toda multidão.
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Esta sociedades buscaram identificar-se com o carnaval de Veneza. No Jornal Gazeta Mercantil de 1855, José de Alencar (escritor de O Guarani), socio fundador das "Sumidades Carnavalescas" escreveu: "- Na tarde da segunda-feira de carnaval, ao invés do passeio pelas ruas da cidade, os mascarados da SUMIDADES irão se reunir do Passeio público e lá passar a tarde da mesma forma como se passa no carnaval na Italia jogando confetes; distribuindo flores e intrigando com suas máscaras conhecidos e amigos". José de Alencar também afirmava que o club já contava com quase 80 sócios. Destas "sociedades carnavalescas", as que mais se destacaram foram: - Congresso Summidades carnavalescas; - Sociedade Veneziana; - Democráticos; - Fenianos; - Tenentes do Diabo. Sobreviveu a DEMOCRÁTICOS. É sociedade carnavalesca, mas atua em outro ramo: promover dança de salão e bailes populares na Lapa (RJ).
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Clube dos democráticos - Foi uma das SOCIEDADES CARNAVALESCAS que por volta de 1856, desfilava pela Av. Rio Branco e Av. Beira Mar, mas hoje se dedica à promoção da dança de salão, além de bailes populares no bairro da Lapa (RJ)
Mais uma opção de casas de festas para visitação: R. Riachuelo, 91 - Lapa, Rio de Janeiro - RJ, 20230-010. Você pode ver as outras opções neste site no ítem "6 - Os arcos da Lapa; noite da bohemia e bondinho de Sta Teresa".
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CORSOS CARNAVALESCOS (e batalha de confetes) - A história os classifica como "A FORMATAÇÃO DO SÉC XX PARA OS DESFILES DA SOCIEDADE CARNAVALESCA" que havia em meados do Séc. XIX. Essa "nova era" dos desfiles no RJ se chamava "CORSOS e batalha de confetes".
Os corsos foi uma "tropicalização" das "batalhas das flores" (caracteristica sofisticada dos carnavais europeus na virada do século 19 para o século 20), como nos carnavais em Nice (sul da França). Esses desfiles aconteciam na Av. Central e na Av Beira Mar também!
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O aparecimento do corso está intimamente ligado às mudanças urbanas ocorridas no Rio de Janeiro em 1907. Com a abertura da avenida Central, atual Rio Branco, a novidade dos automóveis passou a fazer parte da vida da cidade. O corso surgiu na própria inauguração da avenida: as filhas de Afonso Pena, então presidente da República, atravessaram a via em carro aberto, indo em direção ao prédio onde estava a família presidencial. O exemplo dado pelas meninas levou outras famílias a fazerem o mesmo percurso em seus carros, só que agora jogando serpentinas, confetes e lança-perfume. Este evento contribuiu para a divulgação e proliferação da nova moda carnavalesca no Brasil (prefeitos de outras cidades / estados do Brasil começaram abrir suas estradas para a passage do CORSO).
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OS RANCHOS CARNAVALESCOS - Associações que realizavam cortejos (vejam só), não de igrejas, mas DE CARNAVAL ao tom da MARCHA RANCHO. Surgiu no final do sec XIX e teve prestígio no séc XX (é possível imaginar que seria a classe mais humilde), as outras 2 classes (SOCIEDADE CARNAVALESCA e CORSOS) usavam bastentes veículos. Os ranchos parecem desfilar mais "a pé". Essa MARCHA RANCHO possui um ritmo mais pausado que o rítmo das escolas de samba atuais. Esta música de Chiquinha Gonzaga é um exemplo desse tipo de Marcha Rancho... é um samba também, muito parecido com o que tocam em CORDÕES como o "DO BOLA PRETA"; ou BLOCOS como o "CARMELITAS". VEJA NAS REFERÊNCIAS DE SITES (a 1ª indicação). Na sequência (se tiveres usando YOUTUBE), tendo um pouquinho de sorte, aparecerão diversas marchinhas de carnaval muito usadas nesses cordões ou blocos mais populares. Os ranchos já tinham divisões (o que chamam de alas atualmente pra escolas de samba). Nessas divisões
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A praça XI - de 1932 à 1942, foi local onde ocorreram os primeios desfiles das escolas de samba. Obs.: na década de 30, não havia organização para os desfiles (nada de horário; itnerário; premiação... a missão era passar na casa das tias bahianas com destaque à Tia Ciata, a primeira mulher a se caracterizar como bahiana para vender quitutes). Se quiser saber mais sobre TIA CIATA, você encontrará na OPÇÃO DE TURISMO 2 - PEQUENA ÁFRICA neste site.
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Em 1932, o 1º desfile realmente competitivo (prefeito realmente legaliza as escolas de samba) e cria a sigla GRES (a maioria usa), as escolas passam a seguir regras como contra a história do Brasil (as regras causaram certa confusão nos sambas de enredo), então pelas letras "desconsertadas", surgiu a expresssão "SAMBA DO CRIOULO DOIDO".

1943 e 1944 foi estabelecido (pelo governo Vargas - liga da defesa naiconal) como local a Avenida Rio Branco, na altura do Obelisco.

1945 - Acredite, foi no estádio do Vasco da Gama - São Januário.

Com o fim da guerra, de 1946 à 1948, o “Carnaval da Vitória” (olha só o carnaval usado na intenção militar). Nele, as escolas de samba se apresentaram num palco de maior dimensão: a recém-inaugurada Avenida Presidente Vargas.



Veja só os temas deste ano nos desfiles de carnaval:

Vitória dos aliados e contribuição do Brasil no combate às forças nazifascistas.

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As escolas de samba movimentam grande volume de dinheiro, mas é exigindo enorme trabalho artístico de milhares de pessoas avaliados com os seguintes critérios:

Bateria; Samba-enredo; Harmonia; Evolução; Enredo; Alegorias e adereços; Fantasias; Comissão de Frente; Mestre-sala e porta-bandeira.
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A passarela do samba Professor Darcy Ribeiro (SAMBÓDROMO é só apelido), foi iniciada no fim de 1983 e entregue NA VÉSPERA do carnaval de 1984. Parece um erro de digitação, mas isso tudo durou 3 meses somente (record que se tornou um marco da engenharia). São 700 metros de extensão, projetado pelo gênio da arquitetura Oscar Niemayer e a VONTADE POLÍTICA do governador do RJ na época, Lionel de Moura Brizola.
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"Nunca vi coisa igual a ideia de Darcy Ribeiro de criar salas de aulas para 15 mil alunos sob as arquibancadas." (Jacques Lang - ministro da cultura da França)

"Esmerei-me nas estruturas e o grande arco é para dar aspecto diferente ao projeto capaz de gerar surpresa e acentuar o sentido monumental e festivo deste projeto" (Oscar Niemayer)

"Não sou de carnaval, mas ninguém apaga a emoção daquele dia, na linda passarela que materializava os versos do Gilberto Gil e do Dominguinhos, em que usufruir do bom, do mel e do melhor seja comum pra qualquer um, seja quem for…” (Darcy Ribeiro)

- Após a Globo ter criticado as obras à todo instante, faltando poucos dias para os desfiles, Brizola cancelou o direito de transmissão pela Globo e cedeu os direitos à desconhecida TV Manchete (fundada ha um ano somente à época). Pela primeira vez na história da Globo, sua audiência despencou e a Manchere ganhou 70% da audiência contra 8% da Globo).
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Este "equipamento", teve enorme contribuição do professor; político Darcy Ribeiro que sugeriu utilizar o espaço abaixo dos camarores para escolas e creches. Na foto (da esquerda pra direita) o primeiro é Oscar Niemayer (que projetou o sambódroma - incluindo mais um acréscimo anos depois participando antes de vir a falecer); em seguida vem Brizola (governador do RJ na época) e por último o professor Darcy Ribeiro. Estes 3 merecem homenagem mesmo, o turismo agradece às suas vidas em uma cidade tão complexa como o RJ.
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Passarela do samba professor Darcy Ribeiro em pleno uso.
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Lista das escolas vencedoras no RJ

Portela - 22 vitórias
Mangueira - 20 vitórias
Beija-Flor - 15 vitórias
Imperatriz Leopoldinense, Salgueiro e Império Serrano - 9 vitórias
Mocidade Independente - 6 vitórias
Unidos da Tijuca; Unidos do Viradouro - 4 vitórias
Unidos de Vila Isabel - 3 vitórias
Unidos da Capela - 2 vitórias
Acadêmicos do Grande Rio, Estácio de Sá, Vizinha Faladeira, Recreio de Ramos e Prazer da Serrinha - 1 vitória cada.
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