Arte Breve histórico Referência
bibliográfica
Mercedes Baptista (1921 à 2014), foi a primeira bailarina negra a dançar em um Teatro Municipal do Brasil! Nascida no norte fluminense, mudou-se para o Rio de Janeiro ainda muito jovem, onde teve suas primeiras lições de ballet clássico e dança folclórica em 1945, na escola de dança da bailarina Eros Volússia (reconhecida por seu método de investigação das danças populares). Além de bailarina, Mercedes Baptita foi coreógrafa e professora, além de militante da arte; da cultura e da identidade do negro brasileiro. O seu sonho pelos palcos nasceu quando trabalhou na bilheteria de um cinema. Em suas horas vagas, escapava para a sala de projeções onde sonhava ser uma artista como as que via nas telonas! De origem humilde, trabalhou em uma fábrica de chapéus e como empregada doméstica.
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Por volta de 1947 Mercedes ingressou, por meio de um concurso, no corpo de baile do Theatro Municipal tornando-se assim, a primeira mulher negra a ingressar como bailarina nesta casa de espetáculos. Logo na seleção, sentiu a forte discriminação que procurava afastá-la dos palcos. No teste de cinco etapas, Mercedes não foi avisada da última prova para mulheres, soube que disputaria com os homens, mas não desistiu demonstrando ainda mais seu talento.
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Na decada de 1970, Mercedes dedicou-se ao ensino. Foi professora de dança afro-brasileira da escola de dança do teatro Municipal do Rio de Janeiro. Nos EUA, ministrou cursos no Connecticut College; Harlem Dance Theather e Clark Center de Nova York. Foi reconhecida por seus alunos como uma professora rígida e exigente, mas ao mesmo tempo sua bondade tornava possível aos alunos mais humildes e dedicados realizarem as aulas gratuitamente. Em 1976 foi homenageada pelo Bloco Carnavalesco Alegria de Copacabana e seu sucesso como coreógrafa a tornava cada vez mais requisitada para o cinema e a televisão.
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Só a partir dos anos noventa, a artista começou a ser reconhecida no país por sua inestimável contribuição para a dança brasileira e para o carnaval carioca. Sua história de luta e superação também foi tema do livro “Mercedes Baptista – A criação da identidade negra na dança”, do escritor Paulo Melgaço. A obra apresenta como a dançarina clássica foi importante referência à valorização da cultura brasileira de matriz africana e na luta pela reafirmação do negro como artista.
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Esse monumento histórico é uma referência à Mercedes Baptista (1ª bailarina negra do teatro municipal). apresentou o balé cássico na Marquês de Sapucaí (e muitas danças/adaptações do balé clássic à dança afro) pela escola de samba Salgueiro (a mídia dá autoria à Ana Botafogo), mas já foi reconhecido este protagonismo à Mercedes Baptista. Este monumento/homenagem encontra-se no centro da praça "pequena África RJ". No início dos anos 50, Mercedes Baptista recebeu uma bolsa para estudar nos EUA e por lá estudou a técnica de Katherine Dunham por 1 ano. Quando Mercedes Baptista retornou ao Brasil em 1953, montou seu próprio grupo de balé folclórico que propunha investigar temas brasileiros. Nos EUA, foi autora de grandes obras, como a mistura do balé clássico com o folclore brasileiro (principalmente de raiz afro).
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Em 1963 (não existia o Marquês de Sapucaí, os desfiles eram na Av. Presidente Vargas), Mercedes Baptista trouxe a sofisticação do palco para o famoso carnaval do Rio de Janeiro (na época em que o desfile era na Av. Presidente Vargas - ainda não existia o 'Sambódromo', que só foi construído em 1984), e de forma pioneira, Mercedes Baptista incorporou elementos da dança clássica. Junto com os carnavalescos Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona, ela introduziu a ala coreografada na escola de samba 'Acadêmicos do Salgueiro' com o enredo Xica da Silva, e fez a Comissão de Frente da escola dançar o minueto. "Foi um escândalo. Fomos considerados pelos críticos os criadores de uma coreografia amaldiçoada para o Carnaval do Rio. Mas, dois anos depois, começaram a nos copiar." (Artista de carnaval Manoel Dionísio) Ao fundo desta foto, a histórica Igreja da Candelária (também tombada como patrimônio histórico).
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Para o carnaval carioca, comissão de frente com Ana Botafogo em escola de samba, já havia sido apresentado por Mercedes Baptista no final dos anos 60!
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Essas lojas antigas tornam-se "restaurantes ao ao livre". Neste espaço "ao ar livre", são servidos pratos típicos da gastronomia AFRO brasileira. Eis a pequena África, um dos berços do samba no RJ.

Font:
Tia Ciata e a Pequena África no Rio de Janeiro – 7 novembro 2022. Por Roberto Moura (Autor) e Julia Custodio (Arte de Capa).

Uma história do samba - as orígens. Autor: Lira Neto. Editora: Companhia das letras.
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Lindo "os detalhes" das construções do Rio antigo, bem Séc XVIII - hoje tombado pelo patrimônio histórico. Todos esses prédios, incluindo a igreja da prainha passaram por restauração, foram as obras do porto maravilha (época das olimpíadas RJ por volta de 2014/2015).
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Essa é a pequena África (o bairro da saúde), estes prédios históricos se transformam em resturantes ao ar livre! São prédios históricos; igrejas e monumentos, alguns dos quais remontam aos tempos coloniais e imperiais do Brasil. A localidade foi uma das primeiras a serem ocupadas pelos colonizadores portugueses no século XVI, o que confere ao bairro, um patrimônio histórico importante.
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Neste ponto, acontecia o embarque / desembarque de sal (por isso, conhecido como "a pedra do sal"), aqui iniciou a conercialização do sal (o Rio de Janeiro é o berço do sal). Esta escada também foi esculpida! Mais uma "maravilha histórica cultural". Fonte: http://www.unirio.br/ppg-pmus/vania_de_oliveira_ventura.pdf
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Houve no fim do séc XIX e início do XX, um evento chamado DIÁSPORA AFRICANA (lamentável que aconteceu em países além do continente africano - vou limitar nesse contexto aqui), essas perseguições trouxeram personagens muito importantes como tia Ciata. Vinda da Bahia, foi uma das primeiras (historiadores afirmam ser a 1ª) a vender produtos (quitutes; alimentos...) caracterizada como baiana.
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Tia Ciata e a
Pequena África no
Rio de Janeiro. 7
novembro 2022.
Roberto Moura
(Autor). Editora:
TODAVIA.
Tia Ciata foi mulher negra; mãe de santo e figura central na história do samba. É conhecida como a “matriarca do samba”. Foi no seu terreiro, na Pequena África do Rio de Janeiro, que o samba ganhou forma e voz. Lá, artistas e compositores como Pixinguinha e Donga encontraram um espaço de acolhimento e criação. Foi nesse ambiente que nasceu o primeiro samba registrado: Pelo Telefone (1917). O samba carrega as raízes africanas da diáspora, nascendo em terreiros de candomblé — espaços de fé; cultura e resistência preta. O samba é muito mais do que música, é um símbolo da luta e da celebração da ancestralidade negra.
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O ponto focal dos grafites é sem dúvida a Pedra do Sal que concentra um maior número de obras em diferentes estilos, cores e tamanhos. Os conteúdos encontrados nesses grafites majoritariamente possuem relação com as narrativas contruídas para a região pelo movimentos negro; prefeitura do Rio de Janeiro e UNESCO. Retratados nos murais estão: Pixinguinha; Heitor dos Prazeres; tia Ciata e João da Baiana. Houve no fim do séc XIX e início do XX, um evento chamado DIÁSPORA AFRICANA (lamentável que aconteceu em países além do continente africano - vou limitar nesse contexto aqui), essas perseguições trouxeram personagens muito importantes como tia Ciata. Vinda da Bahia, foi uma das primeiras (historiadores afirmam ser a 1ª) a vender produtos (quitutes; alimentos...) caracterizada como baiana.
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Cais Valongo ou Cais da imperatriz Tereza Cristina: o marquêz de Lavradio proibiu o desembarque de escravos na praça XV, passaram a desembarcar na Praça Mauá. O imperador D. João VI vai abrir este cais do Valongo e o desembarque de escravos passaria a ser aqui de 1811 à 1831. Já ouviu falar na expressão "pra inglês ver"??? Triste admitir isso, mas em 1831 com muita pressão da inglaterra para acabar com o comércio negreiro, terminou aqui esse comércio também (não terminou o comércio negreiro, então a expressão "pra inglês ver"). Passou a ser feito neste cais, o desembarque. Em 1843, esse cais recebeu uma "reforma" para que fosse recebida aqui em ocasião de casamento, a imperatriz Tereza Cristina. Na realidade essa reforma foi mais um "aterramento do cais" para que se construisse um novo cais (neste mesmo lugar), então nasceu o cais da imperatriz.
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Esta pintura retrata o que foi o cais do Valongo, hoje tão necessitado de restauração (memória do Brasil), por mais difícil que seja! Em 1774, o porto do Peixe (hoje atual praça XV) deixava de receber escravos, alterando para o novo endereço, o Cais do Valongo até 1831, quando um novo decreto obrigou não haver mais escravidão. Em 1843, esse local foi aterrado (para construir o novo cais que receberia a imperatriz Teresa Cistina - CAIS DA IMPERATRIZ). Esse cais desapareceu com o tempo, até que com as obras do porto Maravilha em 2009, encontrou-se este cais do Valongo e, devido sua importância como patrimônio histórico, foi desenterrado.
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Eu estou falando do Cais Valongo (parte bastante baixa tombada pelo patrimônio histórico). Bem no fundo dessa foto está um trans atlântico... isso é para se ter ideia do quanto isso tudo foi aterrado durante séculos. Do ponto em que está aquele barco, até esse cais de onde eu falo, era mar. Dá uma olhada no tamanho dos prédios que existem hoje por aqui (isso tudo era mar).
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