Arte Breve histórico Referência
bibliográfica
Confeitaria Colombo, desde 1894.
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Fundada em 1894 pelos imigrantes portugueses Joaquim Borges de Meireles e Manuel José Lebrão, a confeitaria Colombo é um ponto turístico bastante frequentado. O preço de um pedaço de torna (que aparece aqui no vídeo), pode estar em torno de R$27,00 , mas você paga a limpeza do ambiente; a arquitetura antiga; uniforme dos atendentes... e entende / sente o que foi a Belle Époque (a Fraça era tendência para o mundo), além de uma fase que representou avanços... viu as construções em frente? A confeitaria tem outros espaços (filiais) em Copacabana - Café do Forte; CCBB-RJ - Espaço Conceito Banco do Brasil; Confeitaria Colombo – Ipanema. Em 1919, passou por uma reforma ganhando o 2º andar que chama-se Cristovão com uma claraboia francesa e um elevador (que funciona até hoje).
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Livro: Confeitaria
Colombo - Coletânea
Retratos
Cariocas Editora:
Solombra Books Ano:
2022
A confeitaria colombo é aquele "espaço pra relaxar", imaginar o que seria a BELLE ÉPOQUE TROPICAL (1871 à 1914 quando houve a primeira guerra mundial), foi época de transformações culturais; artísticas e tecnológicas. Avanços no desenvolvimento humano e arquitetônico (olha essas casinhas na frente) e design de interiores. Invenções como: - Telégrafo e telefone; - Avião; - Lâmpada elétrica; - Automóvel; A “indústria do divertimento” começou a surgir no mundo, incentivada pelo crescimento do cinema e o ápice da cena cultural. Descobertas em outros campos do conhecimento como biologia, psiquiatria, filosofia, física, química, entre outros como a queda do MITO pelo cientista Luís Pasteur de que ficar sem tomar banho ajudava a evitar a entrada de doenças pelo corpo iniciando investimento em saneamento básico na França e, posteriormente, no mundo. Pontos negativos: - O desenvolvimento industrial fez crescer os centros urbanos causando superlot
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A rua do Ouvidor, RJ (inaugurada em 1567 - bem nova, o Brasil tinha 67 anos), era a rua que o próprio Machado de Assis chamava de "CARA DO BRASIL". De fato, havia mais livrarias que qualquer lugar no mundo! Havia também cafés, a família imperiam chegada em 1808 troxe muitas lojas (principalmente de roupa feminina da França), até a imperatriz Leopoldina fazia compras por alí (D. Pedro I teve uma amante francesa e a engravidou, mandando-a para o Recife...) havia alí o CAFÉ PASCOAL (principal marca dos cafés na época), a confeitaria Colombo tinha a meta de ser "O PRINCIPAL DA CIDADE" (fora inaugurada na rua Gonçalves Dias), a Rua do Ouvidor era "A RUA" na época, seria um difícil páreo para a Colombo, até que o escritor Olavo Bilac teve uma desafensa por causa do recheio de uma empada, não foi bem atendido e decidiu NUNCA MAIS RETORNAR ÀQUELE CAFÉ. Já ouviu falar na frase "O FREGUÊS TEM SEMPRE A RAZÃO?" Acredite, quem inventou essa frase foi justamente UM DOS FUNDADOR
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O primeiro acidente automobilístico no Brasil, aconteceu com 2 escritores: Olavo Bilac e José do Patrocínio. A única vítima desse acidente foi uma árvore na qual bateu o veículo guiado por Bilac (importado da França por Patrocínio), que também estava no carro. Uma aventura na rua da passagem, bairro de Botafogo. Autores da época, como o jornalista Coelho Neto, apontam o bairro da Tijuca como o local da batida, não Botafogo. Magalhães Júnior diz que o ano mais provável do acidente é 1901, porque em 16 de novembro desse ano o escritor Batista Coelho relatou o episódio no conto "O Automóvel". Ainda bem que ninguém morreu, mas surgiu a célebre frase de Bilac: - Sou imortal, pois não tenho nem onde cair morto!
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Esse estabelecimemto ainda conserva a mesma decoração de 1894!! Nesta época, trocaram o café da tarde pelo CHÁ e nesses espaços falava-se francês (O RJ era tido como uma França tropical), é por isso que a gente olha as roupas da época e não entende que coisa louca usar casaco de pele no calor do RJ. Não era uma questão de aparência, era INFLUÊNCIA! Veja que, na viagem da família portuguesa houve infestação de piolho e até as mulheres rasparam a cabeça. Pra melhorar aparência, colocaram tipo de um "turbante" pra disfarçar a careca rrss... as mulheres quando viram o que as portuguesas vestiam, colocaram turbantes achando que seria "a nova moda" na Europa. A confeitaria Colombo foi eleita um dos 10 mais belos cafés "do mundo"!
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Na Belle Époque (período de 1871 à 1914) nos salões, mesmo os mais modestos, falava-se francês e inglês. Às 17:00, o café foi substituído pelo chá. No RJ, foi uma fase em que o prefeito Pereira Passos teve carta branca pra fazer com que o RJ se parecesse com uma "FRANÇA" tropical. Houve disturbios também, acabou não dando certo! Já havia elevada desigualdade social (papo extenso), mas o legal é que o RJ conserva relíquias dessa época que mantém attavés dos TOMBAMENTOS transformando em patrimônio cultural e histórico. Foi uma época que se levava muito a sério essa questão RJ e França (o que acontecia na França poderia acontecer no RJ - queriam transformar o RJ em uma capital européia na América do Sul).
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Confeitaria Manon, desde 1942.
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Eis outra confeitaria tradicional e na rua do Ouvidor (rua onde assuntos relacionados ao Brasil eram debatidos), RJ capital onde intelectuais; políticos e artistas andavam. Foi uma desavença do Olavo Bilac devido ao recheio da impada que acabou levando este e outros intelectuais amigos até a Colombo "que aproveitou" a oportunidade, além de manter a MESMA ARQUITETURA DE 1894! O sorvete da Colombo encantou até a rainha da Inglaterra. A rua do Ouvidor foi a mais famosa do RJ, até a inauguração da Av Rio Branco (vale a pena conhecer as 3 confeitarias). É o RJ antigo!
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Esta é a Confeitaria MANON (que existe desde 1942). No centro do RJ são 3 muito tradicionais, apesar de a Colombo "ofuscar" as outras duas, mas o lado bom disso tudo é que "as concorrentes" possuem os mesmos produtos com preços mais acessíveis! São estas: - CAVÉ; - MANON (esta que aqui está) e - Colombo (esta é uma tradição).
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Desde 1942, o prédio; móveis; espelhos e pisos ainda são originais em seu salão que é uma réplica do navio português Serpa Pinto. Este navio português foi importante para a vida de muita gente. Na década de 40 (durante a segunda guerra), a Europa sofria e muitas pessoas buscavam um continente mais seguro. Este foi o navio (que pertencia CNN - Companhia Nacional de Navegação) partiu de Portugal para o Brasil entre 1940 e 1945. O interior da Confeitaria Manon, é uma homenagem à este navio que foi muito importante para muita gente.
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