Arte Breve histórico Referência
bibliográfica
Para chegar ao Morro da Conceição (onde os piratas se estabeleceram após a invasão), passaremos pela Praça Mauá, "o berço do samba e do estilo barroco". Esta aqui é a foto da capela de São Francisco da Prainha como foi erguida em 1696 (em um ponto alto "de frente para o mar"). Na próxima foto, observe que o mar não existe mais! Neste ponto da rua onde você vê esta igreja, poderia haver um barco atracado. Na próxima foto, você verá essa igreja como ela está hoje.
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Esta foto mostra como a igreja é hoje! O interior da igreja preserva muito pouco da configuração original de 1696, exceto pela fachada principal, que tem uma composição intacta (um único corpo) e elementos de pedra (chamados alvenarias) que fazem você refletir sobre como era a vida no século XVII.
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A igreja foi erguida em 1696 a pedido do Padre Francisco da Motta; em 1710 o Rio de Janeiro sofreu uma invasão pirata (corsário francês), já explicarei como foi uma "invasão francesa"... em que as tropas de Jean-François Duclerc, encurraladas, entre a capela da igreja e um trapiche (local de armazenamento de açúcar). Para que o inimigo se rendesse, o governador capitão-geral da Capitania do Rio de Janeiro Francisco de Castro Morais, ordenou que fossem incendiados tanto a igreja quanto do trapiche. A capela original ficou em ruínas por muito tempo, imagine isso em 1711, a recontrução ocorrer só em 1738 (04/11/1738) nesse tempo a igreja ganhou seus contornos barrocos, sendo concluída em 1740!!
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Vista aérea das construções no século XVII, com a igreja de São Francisco da Prainha ao centro (igreja incendiada em 1710 para forçar a rendição do corsário Duclerc).
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O primeiro ataque contra o Rio de Janeiro teve uma frota composta por 5 navios, carregando cerca de 800 a 1200 homens. No final de agosto de 1710, eles chegaram à entrada da Baía de Guanabara e tentaram tomar a cidade. Os portugueses foram avisados da chegada deles, então o fator surpresa se perdeu, e o ataque acabou sendo um fracasso. A pequena força foi destruída sem dificuldade, com 400 franceses mortos e 700 capturados, incluindo o próprio Duclerc. Em 11 de março de 1711, Duclerc foi morto no Rio de Janeiro em circunstâncias misteriosas. É importante mencionar que um corsário não é qualquer pirata, ele é um almirante da marinha francesa (um nobre francês), então, um nobre francês morto em circunstâncias misteriosas... isso seria um grande problema!!! Ele era um nobre francês, grande problema!!!
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Duclerc e seus oficiais presos estavam mantidos cativos no Colégio dos Jesuítas no Morro do Castelo. O comandante francês foi depois transferido para o Forte de São Sebastião. Em fevereiro de 1711, o governador da cidade ordenou sua prisão fora da prisão, na casa do Tenente Tomás Gomes da Silva (uma das melhores casas da cidade) na Rua da Quitanda, na esquina da hoje desaparecida Rua General Câmara. A guarda era composta por dez soldados do Velho Regimento sob o comando do Intendente daquele local, onde Duclerc foi misteriosamente assassinado em 18 de março de 1711 por um grupo de homens mascarados.
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Durante a Guerra dos Nove Anos e a Guerra da Sucessão Espanhola (1688-1714), o Rei Luís XIV da França incumbiu os capitães da Marinha Real Francesa, de montar uma esquadra e partir para os mares do sul, onde Portugal e Espanha possuíam territórios e saquear suas cidades. A invasão com Duclerc com 5 navios não deu certo, mas esta não foi a única, exatamente no ano seguinte (1711), rei Luiz XIV enviou outro pirata (mas agora com 18 navios), Renê Duguai Trouin e esta deu certo. Saquearam a cidade, bombardearam igrejas e deixou o Rio de Janeiro mediante pagamento de resgate pelos portugueses. Simbolicamente, Renê Duguai Trouin deixou um canhão que está exposto no museu histórico nacional (RJ).
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MEMÓRIAS DO SENHOR
DUGUAY-TROUIN.Autor:
Duguay-Trouin,
René.Editora: EDU -
UNB.
Categoria:HISTÓRIA.
Ano: 2003
Curiosidades sobre o rei Luiz XIV da França (o rei sol), que em 1710 e em 1711 patrocinou invasões de piratas corsários ao Rio de Janeiro.
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O sequestro do Rio de Janeiro Em 1711, o Rio de Janeiro foi alvo de uma invasão por corsários franceses e desta vez p corsário René Duguay-Trouin, que cobrou um preço muito caro para que a cidade do Rio (com apenas 12 mil habitantes) fosse libertada de seus homens. Esta campanha havia começado em 1710, naquele ano o então rei da França Luís XIV disponibilizou 18; 738 canhões e 6.139 homens. O armamento foi patrocinado por inúmeros financiadores e ocorreu no dia 21 de setembro de 1711 adentrando pela Baía de Guanabara onde Duguay-Trouin ameaçou atear fogo na cidade; saquear riquezas e destruir casas dos que ali moravam, então os portugueses pagaram o alto preço cobrado. Para entregar a cidade, seria necessário que Francisco de Castro Morais (governador), pagasse o equivalente a 2 milhões de libras francesas (muito alto custo), mas como não tinham todo esse dinheiro as negociações se mantiveram por semanas mesmo assim não pagando tudo. Mesmo que tivessem p
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Este foi René Duguay-Trouin, o corsário francês que liderou a segunda invasão PIRATA do Rio de Janeiro em 12 de setembro de 1711. Com o objetivo de saquear e vingar a derrota de Jean François DuClerc (outro corsário, que acabou preso e misteriosamente morto alguns meses antes). Ele atacou a cidade, e a população teve que fugir para o interior com seu ouro e outros bens valiosos. René Duguay exigiu resgate, caso contrário destruiria a cidade. Ele foi atendido pelo Governador Francisco de Castro Morais (que não ofereceu resistência), temendo a destruição total. Duguay came with 18 ships and more than 300 cannons! Expecting gold and silver, the corsair had to settle for crosses, oxen, and sugar loaves (the population that stayed in the city didn’t have much wealth). He returned to France in November of the same year, with the ships loaded with coins and other goods, but a large part was lost when two ships sank. This statue is in Saint-Malo (where he was born), but t
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Em 1711, o pirata Duguay (armado pelo rei da França Luiz XIV), invade o RJ ajudado pela neblina da manhã, mas desta vez com 18 navios (Duclerc que falhou em 1710 tentou com 5 navios), desta vez Duguay com 18 navios teve sucesso e saqueou a cidade durante 1 mês invadindo os morros da Conceição; Castelo; São Diego e Ilha das Cobras. Voltou para a França deixando seu canhão que hoje está exposto no museu histórico nacional.
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MEMÓRIAS DO SENHOR
DUGUAY-TROUIN.
Autor:
Duguay-Trouin, René
| Editora: EDU -
UNB Categoria:
HISTÓRIA. Ano: 2003
O momento da invasão (não houve reação dos sistemas de defesa na Baia de Guanabara)

A versão oficial da história da invasão contada pelos invasores difere da história contada pelo invadido. Um dos capitães da esquadra francesa, o engenheiro Brulot (autor da pintura mostrada na figura), evidencia a superioridade do poder bélico da esquadra invasora, a qual é representada bem maior que o seu verdadeiro tamanho, os 18 navios perfilados assemelham-se a um gigante adentrando a fortaleza da barra. Na pintura, notamos a ausência de reação do sistema de defesa da cidade. No Diário de Bordo do Sr René Duguay-Trouin. não é informado que a fortaleza da barra (a principal defesa da cidade) tenha causado algum dano aos navios da sua esquadra, assim como nada é dito sobre navios defendendo a entrada da baía de Guanabara. Obs.: Em pesquisas, descobri que a esquardra de piratas era maior na pintura, porque estes piratas sequestraram navios de guerra portugueses atrac
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https://www.ufmg.br/
rededemuseus/crch/si
mposio/MARTINS_RICAR
DO_V_E_FILGUEIRAS_CA
RLOS_ALBERTO_L.pdf
A invasão do pirata Duguay com muito sucesso em 1711 foi nesta exata posição (não existia esta fortaleza), até que em 1718 os portugueses construíram esta fortaleza (pela imagem a frente), consegue-se ter ideia do nome da mesma: fortaleza de nossa senhora da Conceição. A ideia desta nova fortaleza era "preparar-se para impedir uma nova invasão", claro que os franceses esperavam por estas providências e nunca mais retornaram. Outros combates entre porgueses e franceses são outras histÃ
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Essa é a igreja de Nsa Sra Montserrat (pertencente ao mosteiro de São Bento), outra pérola no RJ. Como visto na foto abaixo, o mar era muito próximo e isso tornava muito fácil bombardear a igreja, como feito pelo pirata Duguay.
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Houve uma missa nesta igreja Nsa. Sra. Monserrat (missa toda celebrada em canto gregoriano) e eu assisti. Não pode tirar foto da missa! Pedi ajuda a um padre e ele me mostrou essa foto de capa em um livro sob vitrine. Essa era a igreja por volta de 1711, eu estava me perguntando como os piratas conseguiram dominar inclusive bombardeando a igreja? Pois é, o mar ficava exatamente ao lado e era muito fácil o bombardeio, além do assalto! É porque em alguns locais do RJ, o império português proibiu que navios atracassem tão próximo, só podiam atracar longe e o resto do percurso feito usando canoas com no máximo 5 pessoas em cada canoa.
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Documentário sobre o morro da Conceição (a paixão dos moradores, principalmente os antigos e muitos descendenetes de portgueses que decidiram ficar no local).
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At 06/08/1710 Jean-François Duclerc and later, 12/09/1711, René Duguay-Trouin. Pirates or corsaries that kidnapped Rio de Janeiro/Brazil. We too already had our tragedy at SEPTEMBER (but not twin towers at sptember 11, in brazilian case was SEPTEMBER, 12 1711 !
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https://bdan.an.gov.
br/items/f4476e73-26
74-4f45-852c-725b548
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